Aplicativos facilitam experiência de pessoas com deficiência no cinema

Posted in: Destaque, Não categorizado, PCD
A foto mostra duas pessoas e um cachorro em frente a um painel com a inscrição "Planeta dos Macacos: Reinado". O painel está decorado com muitas plantas verdes, criando um ambiente de floresta. A pessoa à esquerda é um homem usando uma camiseta branca com uma estampa no centro e calças bege. Ele está com o braço em volta da mulher ao seu lado. A mulher está à direita, usando um vestido verde com bolinhas pretas e segurando a guia de um cachorro. O cachorro é um labrador amarelo, que está sentado no chão. A iluminação da foto é predominantemente verde, o que dá um tom esverdeado a toda a cena.
Marina com seu marido Luan e seu cão-guia Alfie na estreia de Planeta dos Macacos | Foto: Arquivo Pessoal

O Dia dos Namorados está chegando e um programa clássico para a data é cinema seguido de jantar. Mas esse programa é possível para todas as pessoas com deficiência?

Marina Alonso Guimarães, 38 , tem deficiência visual desde o nascimento por conta da prematuridade do parto. Ela conta que quase não ia ao cinema. “Gostava de ir acompanhada por pessoas que pudessem me descrever alguma coisa importante”, recorda Marina.

Uma nova possibilidade se concretizou quando, em 2012, começou a frequentar o Festival Sesc Melhores Filmes, no Cinesesc de São Paulo. Eram até quatro sessões por dia, durante um mês, com fitas acompanhadas de audiodescrição. “Levava muito a sério. Era minha única oportunidade de assistir filmes com audiodescrição. Fazia toda a programação. Foram incontáveis as vezes que eu assisti os quatro filmes do dia. Os atendentes lá já sabiam até onde eu gostava de sentar”, descreve Marina com saudade. O primeiro filme que assistiu no festival foi Os Intocáveis.

O novo salto na experiência no cinema aconteceu quando surgiram os aplicativos de audiodescrição de filmes para smartphones. Eles sincronizam um áudio com o filme que está passando na tela e, então, descrevem as cenas em andamento, com detalhes do cenário e posição dos personagens. Toda essa narração acontece no celular do usuário, que deve ser conectado a um fone de ouvido.

“Gosto muito de poder ir ao cinema e ter essa liberdade de assistir o filme que eu quiser, dublado ou legendado. Sonhava com essa possibilidade que temos hoje. A ideia do aplicativo é muito mais ampla porque, desde que o filme esteja no aplicativo, você consegue assistir em qualquer lugar. Seja no Dia dos Namorados ou em qualquer outro dia do ano”, resume Marina. Seu aplicativo favorito é o MovieReading. Greta e Mobiload também estão no seu celular.

Acesso em massa
Os avanços tecnológicos que mudaram individualmente a experiência de milhares de pessoas com deficiência também estão no radar das grandes redes de cinema. De acordo com Kinoplex, por exemplo, a rede foi pioneira na implantação da parceria com o aplicativo MovieReading, ofertando os recursos da audiodescrição, legendas e libras. Todas as 230 salas da rede, distribuídas em 18 cidades, contam com adaptação para cadeirantes, com elevadores ou rampas de acesso, e espaço reservado para cadeira de rodas, com assento para acompanhante ao lado.

Outra iniciativa da rede é a Sessão Azul, que oferece sessões especiais para pessoas com transtorno do espectro autista todo último sábado do mês. Os principais diferenciais são a livre movimentação dentro da sala, som com volume mais baixo, iluminação leve durante toda a sessão e ocupação reduzida.

E você? Como é a sua experiência no cinema? Está pensando em fazer esse programa com seu amor no Dia dos Namorados? Conta pra gente nos comentários!
Como acessar os aplicativos

MovieReading para iOS 
MovieReading par Android 
Greta para iOS 
Greta para Android 
Mobiload para iOS
Mobiload para Android 

O que é PcD?

Posted in: Destaque, Institucional, PCD

Quais são os principais tipos de deficiências e quais termos devemos deixar para trás?

Você certamente já se deparou com ela na hora de se candidatar a uma vaga de emprego, preencher um cadastro ou até pesquisar preço de carro. A sigla PcD está em toda parte, mas você sabe o que ela significa e quais termos não devem ser usados?

Explicamos, abaixo, as principais dúvidas sobre o termo e selecionamos dicas para você não errar mais. Com isso, esperamos ajudar na construção de uma sociedade mais plural e inclusiva.

A sigla PcD significa “Pessoa com Deficiência“. Ela identifica pessoas que tenham algum tipo de deficiência, que pode ser de nascimento (congênita) ou adquirida durante a vida. O termo é usado desde 2006, quando a ONU (Organização das Nações Unidas) publicou a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência.

Here are the 5 fitness trends you need to help you choose how to do sports without spending money | Stock Market Projections deca test cycle how to have a nice butt in 6 moves! – vitality fitness

Termos que devemos deixar para trás

Antes de PcD, um termo bastante usado nos anos 1980 e 1990 era “portador de deficiência“. Mas, hoje, já há um entendimento de que a deficiência não é algo que se porta, como um objeto, e que não é possível abrir mão dela, como o termo pode sugerir.

Outra expressão que devemos deixar para trás é “pessoa com necessidades especiais“. Ao afirmar que uma pessoa tem necessidades especiais, pode haver uma desqualificação das habilidades desenvolvidas por ela e uma ideia de que uma pessoa com deficiência não possa realizar uma tarefa com tanta eficácia quanto qualquer outro indivíduo.

Mas afinal, o que é uma deficiência? 

Segundo a Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, “PcDs são aquelas que têm impedimentos de natureza físico-motora, intelectual ou sensorial (visual e auditiva), os quais, em interações com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas”. 

Antes dessa conclusão, a definição da deficiência acontecia sob critérios estritamente médicos. Hoje, os impedimentos físicos, mentais, intelectuais e sensoriais são tidos como parte da diversidade humana e a deficiência passa também a ser resultado da interação destes impedimentos com as barreiras sociais.

PcD no Brasil e no mundo em números

De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, cerca de 8,4% da população brasileira são PcDs – o equivalente a 17,3 milhões de brasileiros. No mundo, estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas tenham alguma deficiência, aproximadamente 15% da população, segundo relatório de 2011 da OMS (Organização Mundial da Saúde). 

Tipos de deficiência

De acordo com o artigo 2º da Lei Brasileira de Inclusão, as deficiências podem ser classificadas em quatro tipos: física, visual, auditiva e intelectual. Quando uma pessoa tem duas ou mais deficiências, ela é considerada uma pessoa com múltiplas deficiências.

E, abaixo, a gente entende melhor cada uma delas:

Deficiência física

Deficiência física é quando há limitações nos movimentos ou alguma alteração (parcial ou completa) de segmentos do corpo. 

Alguns tipos de deficiência física são:

Paraplegia: paralisia da parte inferior do corpo, principalmente o movimento das pernas e pés;

Paralisia cerebral: Lesão de uma ou mais áreas do encéfalo, tendo como consequência alterações psicomotoras, podendo ou não causar deficiência mental;

Tetraplegia: paralisia e perda dos movimentos dos membros superiores e inferiores (braços e pernas);

Amputação: perda ou falta de um membro (de perna ou braço);

Malformação congênita: deficiência no desenvolvimento funcional ou estrutural do feto;

Nanismo: deficiência no crescimento; pessoa com baixa estatura.

Deficiência Visual

Deficiência visual é quando há perda parcial ou completa da visão.

Cegueira: comprometimento da visão que vai desde a total ausência de resíduo visual à percepção de vultos e luminosidade.

Baixa visão: ocorre quando há uma grande perda da visão (visão abaixo de 20% nos dois olhos), mas com alguma funcionalidade preservada.

Visão monocular: quando há cegueira de um dos olhos

Deficiência intelectual 

A deficiência intelectual é caracterizada quando o funcionamento cognitivo não corresponde à média esperada. Em alguns casos, algumas habilidades podem ser prejudicadas, como: aprendizagem, comunicação, interação social e controle de emoções. Exemplos: Síndrome de Down e Síndrome de Tourette.

Deficiência auditiva

Deficiente visual

É a perda parcial ou total da audição, causada por malformação (causa genética), lesão na orelha ou nas estruturas que compõem o aparelho auditivo.

E ela pode ter dois tipos:

Unilateral: atinge somente um dos ouvidos;

Bilateral: a perda de audição acontece nos dois ouvidos.

Como devo agir?

Além de aprender a usar os termos corretamente e as diferenças de deficiências, ao lidar com um PcD o comportamento é muito importante: 

  • Lembre-se de que a pessoa e as individualidades devem estar sempre à frente de sua deficiência
  • Antes de tentar ajudar, sempre pergunte à pessoa com deficiência se ela realmente necessita de um auxílio.
  • Trate-a com naturalidade e respeite seu ritmo, se ele for diferente do que você está acostumado. 

Você ficou interessado e quer aprender mais sobre como se relacionar com pessoas com deficiências diversas?

Há várias documentos públicos que dão dicas valiosas, como essa cartilha criada pelo Programa de Inclusão a Pessoas com deficiência

Informação e empatia são sempre os melhores caminhos para ajudar numa sociedade mais inclusiva


Fontes: