Marketing CPB
24 de Outubro de 2023
Uma entrevista de emprego pode ser um momento crucial em uma busca por uma nova oportunidade profissional. Além de ser a chance de mostrar não apenas o que consta no currículo, mas também quem você é como pessoa e onde você se encaixa na cultura da empresa.
Preparar-se adequadamente para uma entrevista é essencial para aumentar as chances de sucesso. Neste texto, traremos dicas e estratégias para se destacar em entrevistas de emprego. Para proporcionar orientações especializadas, consultamos duas experientes profissionais de Recursos Humanos que irão auxiliá-lo desde o recebimento do convite até o dia da conversa.
Andreia Freire, psicóloga e profissional de Recursos Humanos há mais de 20 anos, com experiência em diversidade e inclusão focado em Pessoas com Deficiências, considera que o primeiro passo é o candidato demonstrar interesse pela empresa que se candidatou. “Entrar no site, conhecer bem a empresa e o negócio, e ver se tudo isso faz sentido para ele. O candidato precisa entender se ele se vê trabalhando nesse local, o que ele poderia contribuir, crescer, acrescentar e aprender”.
Durante momentos da entrevista, há perguntas que deixam o candidato mais apreensivo, como “Qual o motivo que o fez sair do antigo emprego?”. Meire Aguiar, consultora de Recursos Humanos há 23 anos, acredita que a sinceridade de maneira moderada é o melhor caminho. “Sempre fale a verdade, sem difamar ou culpar alguém. O importante é deixar claro seu objetivo profissional”.
Para conquistar destaque durante a entrevista e se tornar a opção preferencial da empresa, é importante compreender quais aspectos os recrutadores observam e valorizam. Para Andreia Freire, apenas um bom currículo não é o mais importante. “O brilho no olhar, o interesse em fazer parte, assim você percebe o entusiasmo do candidato. Muitas vezes, conseguimos currículos com os mesmos pré-requisitos que a vaga pede, então o diferencial realmente vai ser o interesse da pessoa em estar ali”.
À medida que as perguntas se tornam mais pessoais, é comum que muitos candidatos sintam nervosismo, o que pode levá-los a se atrapalhar em suas respostas. Então, como abordar eficazmente a questão de falar sobre si mesmo? Quando a pergunta envolve tanto pontos positivos quanto negativos, o autoconhecimento se torna um elemento crucial. Meire Aguiar entende que não existe receita pronta. “É primordial a sinceridade e transparência, até porque, se o candidato mentir, grande parte dos recrutadores saberão.Todos nós temos pontos fortes e pontos de melhoria. Por isso é tão importante que o candidato se conheça para descrevê-los de forma tranquila”.
A entrevista deve ser uma via de mão dupla? Onde tanto o candidato quanto a empresa têm a oportunidade de fazer perguntas e avaliar se há um ajuste cultural? Para Meire, isso é possível se feito da maneira correta.”Desde que o recrutador dê ao candidato essa abertura. Infelizmente, vemos muitos candidatos que sem filtro algum, questionam coisas que se tivessem pesquisado sobre a empresa não perguntariam. O segredo é senso e equilíbrio”.
O mercado de trabalho para PcDs evoluiu significativamente nas últimas décadas, graças a uma maior conscientização sobre inclusão e diversidade. Para Andreia, que trabalha no Comitê Paralímpico Brasileir (CPB), ela vê que existem, sim, ofertas no mercado de trabalho. “Há ofertas, existem bastantes candidatos, mas muitas empresas oferecem vagas para cumprir cotas. Os contratantes não sabem o que o candidato vai fazer, quais são as habilidades, mas eles precisam contratar para não levar multa. Isso prejudica a pessoa que se candidatou para a vaga. Aqui é diferente, as pessoas são produtivas, nós não trabalhamos com a cota, trabalhamos com a missão das pessoas com deficiência.”
E se a vaga não for exclusiva para PcD? É aconselhável que o candidato mencione sua deficiência? “Já conversei com candidatos que não mencionaram que eram pessoas com deficiências, porque eles já enfrentaram muito preconceito. Aqui, com o CPB, é bem diferente, toda diversidade é muito bem-vinda. Então, eu aconselho o candidato a falar, porque a deficiência faz parte dele e, se ele precisa de alguma adaptação, a empresa tem que estar preparada para isso. Se a empresa não estiver, ela precisa se dispor a isso, pois se o candidato começa a trabalhar e tem dificuldades, ele não vai conseguir fazer a entrega ou ser produtivo e será prejudicado”, afirma Andreia.
Já Meire Aguiar trabalhou em locais que não se preocupavam com essas questões. “Nos ambientes por onde passei, posso dizer que não havia preparo de estrutura física, muito menos de gestão ou liderança para proporcionar o acolhimento necessário para esses profissionais”.
Após a entrevista, é comum que os candidatos sintam ansiedade em relação às respostas. No entanto, será que é apropriado cobrar um retorno? Andreia preza por sempre posicionar o candidato, mesmo quando a resposta não depende somente dela.“Nós, como recrutadores, temos a obrigação de responder, pois trabalhamos com expectativas e sonhos. Eu sempre dou o prazo de uma semana para dar um retorno positivo ou negativo, mas não vejo problema em a pessoa perguntar, isso demonstra interesse na vaga e a vontade dela continuar no processo.”
E se o feedback for desfavorável, que direção tomar? “Agradecer a oportunidade de poder participar do processo e, caso queira, pedir ao recrutador mais detalhes sobre o que você pode melhorar para uma próxima oportunidade”, finaliza Meire.
Agora que você possui mais informações sobre como se comportar durante uma entrevista de emprego, está pronto para buscar novas oportunidades de carreira. Confira as vagas disponíveis na seção de Vagas para PCD em nosso site!