Tênis de mesa Archives - Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) https://inspiracaostage.sages4it.com/category/tenis-de-mesa/ Informações e orientações para Pessoas com Deficiência (PCDs) e histórias inspiradoras de atletas paralímpicos. Sun, 09 Oct 2022 15:22:02 +0000 pt-PT hourly 1 https://inspiracaostage.sages4it.com/wp-content/uploads/2022/01/favicon.png Tênis de mesa Archives - Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) https://inspiracaostage.sages4it.com/category/tenis-de-mesa/ 32 32 A inclusão por meio da paixão pela dança https://inspiracaostage.sages4it.com/a-inclusao-por-meio-da-paixao-pela-danca/ https://inspiracaostage.sages4it.com/a-inclusao-por-meio-da-paixao-pela-danca/#respond Fri, 21 Jan 2022 21:23:43 +0000 http://177.73.182.99/?p=867 O amor de Carla Maia pela dança a acompanha desde cedo. A brasiliense era líder do corpo de baile da banda de seu colégio e viajava o Brasil inteiro para apresentações. Mas, aos 17 anos, perdeu o movimento dos braços, tronco e pernas após ter um sangramento raro na medula. Foram três anos que ela […]

Este post A inclusão por meio da paixão pela dança apareceu primeiro no Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

]]>
O amor de Carla Maia pela dança a acompanha desde cedo. A brasiliense era líder do corpo de baile da banda de seu colégio e viajava o Brasil inteiro para apresentações. Mas, aos 17 anos, perdeu o movimento dos braços, tronco e pernas após ter um sangramento raro na medula. Foram três anos que ela mesma descreve como uma espécie de “luto”, por acreditar que era o fim de tudo

“Quando fiquei tetraplégica, transferi para mim mesma todos os preconceitos que eu tinha em relação às pessoas com deficiência. Achava que minha vida tinha acabado. Depois desses três anos comecei a me questionar: ‘Por que eu não tinha direito de ser feliz? Só porque eu era cadeirante? Por que não podia fazer as coisas que queria? Por que não podia viver os sonhos que eu tinha quando era andante? Então, caiu essa ficha de que podia sim ser feliz e ir atrás das minhas coisas.”

Foi então que Carla decidiu viver intensamente. Hoje, aos 39 anos, ela não só se consolidou como uma grande paratleta de tênis de mesa – que já foi oito vezes campeã brasileira da classe dois, como realizou outros sonhos. A brasiliense se formou em jornalismo, foi a primeira repórter cadeirante de um jornal factual do Brasil, e atualmente é repórter da TV Brasil. Além disso, retomou sua paixão pela dança ao descobrir que era possível executá-la sobre a cadeira de rodas, e com um bônus: inspirar outras pessoas. Em 2018 criou o grupo de dança Street Cadeirante, um projeto social de dança voltado para pessoas cadeirantes. Carla conta que nada disso teria sido possível se não fosse o esporte:

“A grande virada da minha vida foi o esporte que me proporcionou. Ele me trouxe essa autonomia e o empoderamento que eu poderia fazer tudo que quisesse. O esporte me trouxe de volta, foi a primeira vez que me senti de novo tendo uma vida”

O tênis de mesa entrou na sua vida em 2003, através de um trabalho final de curso da faculdade. Na ocasião, Carla entrevistou Iranildo Espíndola, um dos pioneiros da modalidade e seu técnico, Zé Ricardo, se interessou pelo seu talento no esporte.

“Tinha conhecido o Iranildo no Hospital Sarah, quando estava lá como paciente externa. Jogava ping pong lá com ele de brincadeira. Quando fui entrevistá-lo, o Zé Ricardo ficou doido para que eu treinasse com ele. Naquela época não havia meninas na minha categoria. Então, se eu entrasse, seria a primeira no Brasil”.

No mesmo ano, após dois meses de treino, ela disputou o Parapan do tênis de mesa, ficou em segundo e por muito pouco não se classificou para os Jogos Paralímpicos da Grécia:

“Na final, eu podia perder por 3 x 2 que iria para Atenas, mas perdi de 3 x 1. Por um set. Isso me revoltou demais, mas decidi que iria para os Jogos de Atenas de qualquer jeito”.

E ela foi. Carla cobriu a competição por um projeto da faculdade e ali selou de vez sua relação com o esporte e com a modalidade. A jornalista diz que a experiência a mudou completamente. Foi desafiador e transformador:

“Ali aprendi que conseguia dar conta de tudo se eu me adaptasse, e virei uma pessoa super independente, porque comecei acreditar que podia fazer tudo. Tudo bem que não estava lá como atleta, fui como jornalista nessa cobertura, mas passei perrengues e foi o esporte que me trouxe essa autonomia”.

Depois de Atenas, Carla passou a ser da Seleção Brasileira de Tênis de Mesa.

E veio a dança…

Mesmo com sua brilhante trajetória na TV e nas quadras, a brasiliense ainda não se sentia 100% completa. Ela sentia falta da dança, que esteve em sua vida desde criança e era uma grande paixão: “Fiquei anos tentando voltar a dançar. Procurei alguns professores que não sabiam muito bem o que fazer. Eles me perguntavam: ‘o que é que você quer dançar?’, e eu não sabia”.

Foi através de um convite para representar o Brasil no primeiro Miss Mundo Cadeirante, realizado na Polônia, em 2017, que Carla encontrou a motivação que faltava: “Lá a gente fazia coreografias para o dia do desfile e treinava de nove horas da manhã até às nove horas da noite”.

No retorno para o Brasil, por intermédio de uma amiga, conheceu o street dance, se encantou e se matriculou em uma academia em Brasília: “Era a única cadeirante da turma, tinha vergonha. Mas como voltei muito decidida da Polônia, enfrentei esse medo. Foi muito legal. Dançar mexe muito com a sua alma, com a sua autoestima e me sinto poderosa quando danço, livre e feminina. A dança para mim é um reencontro com a minha alma mesmo, é a hora que reencontro a Carla que andava.”

A realização de dançar novamente era tanta, que ela quis compartilhar a experiência com outras pessoas. Em 2018, sugeriu para a dona da academia e para o coreógrafo, que criassem uma turma só para cadeirantes: “Eles toparam e a gente começou a fazer os projetos juntos.

Assim surgiu a companhia Street Cadeirante. Deu muito certo por um tempo, depois a gente tinha objetivos diferentes e nos separamos. O ‘Street Cadeirante’ me ajuda a ajudar quem precisa com alegria”.

O que no início eram apenas aulas entre amigos, atualmente, três anos depois, cresceu e conta com dois eixos. O primeiro é o “Street Cadeirante Show”, grupo de Brasília, que ensaia semanalmente e realiza apresentações pelo país e o segundo é o “Street Cadeirante Virtual”, com aulas on-line e gratuitas via Zoom, uma vez por mês, para pessoas com deficiências físicas em qualquer lugar do país e do mundo.

Para Carla, o projeto mostra a força da dança no que diz respeito à inclusão:

“A gente consegue estar em qualquer lugar. Além de mostrar toda a eficiência, todo protagonismo de quem está se apresentando, isso chama muita atenção da sociedade, de quem está assistindo. E aí eu levo essa mensagem de inclusão e da importância de acessibilidade, empoderamento, da pessoa com deficiência. Inclusão é a gente não ter limite nos sonhos. Inclusão é a gente saber que a gente pode tudo, que a gente nasceu para conquistar e que é possível ter uma vida incrível, mesmo com deficiência.”

“Uma vida incrível não é uma vida livre de problemas. A inclusão é você poder sonhar com essa vida incrível e saber que ela é possível, não se limitar”

Conheça um pouco mais sobre a Carla em seu Instagram e sobre o projeto Street Cadeirante.

Este post A inclusão por meio da paixão pela dança apareceu primeiro no Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

]]>
https://inspiracaostage.sages4it.com/a-inclusao-por-meio-da-paixao-pela-danca/feed/ 0
Humor para falar de inclusão https://inspiracaostage.sages4it.com/humor-para-falar-de-inclusao-guilherme-costa-e-roberto-alcalde-unem-educacao-e-esporte-na-web/ https://inspiracaostage.sages4it.com/humor-para-falar-de-inclusao-guilherme-costa-e-roberto-alcalde-unem-educacao-e-esporte-na-web/#respond Fri, 21 Jan 2022 16:44:44 +0000 http://177.73.182.99/?p=824 O sorriso no rosto do mesa-tenista Guilherme Costa, 29 anos, ao conquistar a medalha de bronze nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, por equipes (classe 1-2), é transmitido diariamente nas redes sociais. O atleta de Brasília faz parte dos influenciadores digitais que escolheram o caminho do humor para espalhar a inclusão. O dom da comunicação sempre […]

Este post Humor para falar de inclusão apareceu primeiro no Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

]]>
O sorriso no rosto do mesa-tenista Guilherme Costa, 29 anos, ao conquistar a medalha de bronze nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, por equipes (classe 1-2), é transmitido diariamente nas redes sociais. O atleta de Brasília faz parte dos influenciadores digitais que escolheram o caminho do humor para espalhar a inclusão.

O dom da comunicação sempre esteve presente na vida de Guilherme, mas após ser atropelado aos 14 anos e ter ficado tetraplégico, ele diz ter “se tornado um comunicador”. O jovem fez questão de mostrar que seu prazer pela vida seguia ainda mais forte. Atualmente, além do canal “Vai Curupira“, no Youtube, tem quase 50 mil seguidores no Instagram.

“Me tornei naturalmente um comunicador pós-acidente, já que dentro do universo da lesão medular sou conhecido e tenho voz. Minha presença nas redes sociais começou lá no Orkut, em 2006, quando criaram uma comunidade para passar os boletins do hospital após o meu acidente. Depois veio o Facebook, e atualmente utilizo bastante Instagram, Youtube e Tiktok”.

Guilherme acredita que criar conteúdos divertidos aproxima as pessoas:

“A minha maneira de humor e de brincar quebra um pouco o distanciamento da pessoa com deficiência. É normal que me olhem e falem: ‘Olha, queria saber o que aconteceu contigo’. E fiquem preocupados em falar comigo.”

“Quando eu chego com humor e já explico, quebro isso. A vida é muito curta para ficarmos ‘cheio de dedos’ uns com os outros. O humor é uma porta de entrada para falar de inclusão de forma leve e quebrando qualquer barreira.”

O mesa-tenista acredita ainda que o humor também pode ser uma oportunidade de educar com leveza:

“O humor é extremamente necessário. A gente vê tanta coisa cabulosa por aí. Valorizamos situações negativas. Por isso faço tanta questão de só mostrar coisas bacanas nas minhas redes. Humor é uma grande porta de entrada para a informação e educação. Meu público me escuta por meio das postagens.”

Roberto Alcalde, adepto do humor para se comunicar nas redes sociais

Destaque da natação paralímpica no Brasil, Roberto Alcalde Rodriguez – campeão mundial nos 100m peito SB6 em 2013, e ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019 na mesma prova – também é adepto do humor para se comunicar nas redes sociais.

Com diversas postagens divertidas, o esportista mostra sua rotina de treinos e fala de sua trajetória. Aos 29 anos, Roberto, que nasceu em Bagé, Rio Grande do Sul, vive atualmente em São Paulo.

“Quando me tornei atleta profissional resolvi criar um perfil no Instagram e Facebook para compartilhar um pouco dos meus resultados e, quem sabe, ajudar a conseguir patrocínios”, explica Roberto, que ressalta:“A visibilidade das redes sociais ajuda de várias formas e a aproximação com os fãs é a melhor parte, principalmente para quebrar barreiras que algumas pessoas possuem sobre o atleta paralímpico”.

Roberto tinha medo de colocar humor nas redes e parecer ‘menos sério’ e com isso perder oportunidades de patrocínio no esporte. O atleta, que participou dos Jogos Rio 2016 e Tóquio 2020, percebeu que o caminho poderia ser mais leve quando recebeu mensagens positivas após publicar algumas brincadeiras nos stories.

“Entendi que poderia influenciar as pessoas positivamente apenas fazendo o que eu gosto. Passei a valorizar que minha presença nas redes já valia a pena se eu melhorasse o dia de alguém. Utilizando o humor tenho muito mais retornos e isso me motiva ainda mais”

Para Roberto, que nasceu com mielomeningocele, uma má-formação congênita da coluna vertebral, a melhor forma de falar de inclusão é utilizando o humor:

“O humor baixa a guarda das pessoas e com isso elas aprendem e entendem que a nossa vida não é uma tragédia, muito pelo contrário. Penso que o humor é a forma mais eficiente de conscientizar as pessoas sobre algum assunto. Temos que tirar a pessoa da defensiva e abrir a cabeça dela para aprender”.

Este post Humor para falar de inclusão apareceu primeiro no Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

]]>
https://inspiracaostage.sages4it.com/humor-para-falar-de-inclusao-guilherme-costa-e-roberto-alcalde-unem-educacao-e-esporte-na-web/feed/ 0
O poder de combater o capacitismo nas redes sociais https://inspiracaostage.sages4it.com/jennyfer-parinos-e-o-poder-de-combater-o-capacitismo-nas-redes-sociais/ https://inspiracaostage.sages4it.com/jennyfer-parinos-e-o-poder-de-combater-o-capacitismo-nas-redes-sociais/#respond Fri, 21 Jan 2022 16:27:10 +0000 http://177.73.182.99/?p=816 Jennyfer Parinos alcançou o sonho de muitos atletas e subiu ao pódio nos últimos Jogos Paralímpicos, em Tóquio. A mesa-tenista recebeu a medalha de bronze por equipe na classe 9-10 — ao lado de Bruna Alexandre e Danielle Rauen. A medalha veio como mais uma conquista para esta competidora dedicada, que descobriu por meio do […]

Este post O poder de combater o capacitismo nas redes sociais apareceu primeiro no Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

]]>
Jennyfer Parinos alcançou o sonho de muitos atletas e subiu ao pódio nos últimos Jogos Paralímpicos, em Tóquio. A mesa-tenista recebeu a medalha de bronze por equipe na classe 9-10 — ao lado de Bruna Alexandre e Danielle Rauen. A medalha veio como mais uma conquista para esta competidora dedicada, que descobriu por meio do esporte uma forma de encarar algo que a incomodava muito: o bullying e o preconceito.

A jovem de 25 anos descobriu, ainda bebê, o diagnóstico de raquitismo hipofosfatêmico ligado ao cromossomo X (XLH). Ela passou por 19 ortopedistas até ser revelado o motivo de sentir tantas dores no joelhos logo ao aprender a andar. O maior desafio de tudo isso? Encarar os olhares e se sentir de fato pertencente a um grupo.

“Foi por meio do esporte paralímpico que passei a ignorar o sentimento de exclusão. Por conta dos olhares, me diminuía, achava que nunca ‘seria normal’. Mas, pelo esporte, conheci outras pessoas com deficiência, comecei a superar meus limites, e vi que a deficiência não é nada. Sou capaz de fazer o que quiser”.

Jennyfer não guardou o sentimento de inclusão apenas para si. Por meio das redes sociais ela passou — como diz — a “blogueirar” e usou da sua influência para reforçar que todos são capazes de alcançar seus sonhos. São quase 14 mil seguidores no Instagram.

“Sempre amei postar nas redes sociais, gosto de gravar vídeos, mostrar meus looks e dar dicas. Com o tempo ganhei seguidores, que gostam de interagir comigo, e eu amo. Após os Jogos, recebi muitas mensagens de pessoas dizendo que se espelham em mim, ou que simplesmente torceram muito. É muito gostoso receber esse carinho enquanto faço o que mais amo: jogar e ‘blogueirar'”

Por falar em Jogos de Tóquio, Jennyfer, que já havia ganhado, também em equipe, a medalha de bronze nos Jogos Rio 2016, comemora subir novamente ao pódio:

“Uma sensação indescritível. Classificar para os Jogos Paralímpicos é difícil, tem que treinar muito. ‘Medalhar’ é ainda mais difícil, é surreal. O sonho máximo de qualquer atleta.”

Para comemorar cada conquista, Jennyfer vê a utilização das redes sociais como mais uma forma de inclusão. Ela destaca ainda que ser referência na web é uma forma de conseguir patrocínio e de aproximar atletas de seus fãs.

“Hoje temos várias plataformas para nos aproximar dos nossos torcedores e ganhar visibilidade, tanto para o esporte paralímpico, quanto para qualquer outro trabalho. Acredito na força das redes sociais, é uma ferramenta importante”.

Rede social no combate ao capacitismo e o poder do esporte

Influenciadora e atleta paralímpica, Jennyfer sabe bem o que sentiu com os “olhares” por conta da falta de informação. Por isso, a esportista reforça a utilização das redes sociais como uma aliada no combate ao preconceito.

“As pessoas estão aprendendo o que é capacitismo e entendendo como devem se referir a nós sem ter que ‘pisar em ovos’. Hoje a maior forma de espalhar as informações é a internet e as redes sociais. Não acho que chegamos ao ideal, mas acredito que aos poucos as informações vão alcançando quem precisa aprender

Sempre apaixonada por Educação Física na escola, Jennyfer já tentou praticar natação e foi influenciada por uma vizinha mesa-tenista. Em 2009, ela encontrou sua verdadeira paixão no esporte:

“O esporte é a minha vida. Por ter sido minha inclusão quando mais nova, por ter já presenciado vários sentimentos diferentes e por me tornar quem sou hoje”.

Este post O poder de combater o capacitismo nas redes sociais apareceu primeiro no Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

]]>
https://inspiracaostage.sages4it.com/jennyfer-parinos-e-o-poder-de-combater-o-capacitismo-nas-redes-sociais/feed/ 0