Marketing CPB
5 de Setembro de 2023
O mês de julho é o período em que as buy oral steroids escolas no Brasil entram em recesso e para muitas famílias é o momento ideal para viajar. No entanto, existem lugares no Brasil acessíveis para curtir as férias? As informações estão disponíveis para todos?
Sú Almeida, 39 anos, administradora e especialista em inclusão de pessoas com deficiência, tem distrofia muscular e começou a utilizar cadeira de rodas aos 24 anos. Devido à sua vida social ativa, percebeu como consumidora a falta de informações detalhadas a respeito de viagens acessíveis. Assim, em 2017, ela criou o projeto Viaje com Acessibilidade, no qual compartilha por meio de publicações no Instagram e no blog suas experiências e seus conteúdos sobre desenvolvimento humano. Em conversa com o Inspiração Paralímpica, Sú contou sobre como é viajar com acessibilidade.
Sú Almeida, administradora e especialista em inclusão de pessoas com deficiência
Sú Almeida: Temos duas situações. A primeira é quando achamos a informação sobre a acessibilidade do local, mas não há muitos detalhes. Isso é ruim para quem não tem 100% de independência. A segunda é a falta de divulgação por parte dos estabelecimentos acessíveis. Ou seja: ou não temos informação ou ela vem pela metade.
Sú Almeida: Os responsáveis pelas divulgações e quem oferta os destinos não possuem esse olhar atento para as necessidades e adequações de acessibilidade. Isso é resultado da falta de convivência e acesso à informação, o que dificulta muito a conscientização.
Sú Almeida – Eu comecei a encarar a falta de acessibilidade e de conscientização da sociedade já faz um tempo. Vou completar 40 anos e eu tenho a minha deficiência desde os 9. Fui tendo uma degeneração da minha condição, tornei-me cadeirante adulta e digo que não é fácil. O que me ajudou e que eu trago para as pessoas é o autoconhecimento. Se você não se conhece, não trabalha os seus pontos fortes e a sua aceitação, que é crucial, você não vai conseguir encarar a falta de acessibilidade e conscientização da sociedade. Isso a gente, infelizmente, encontra em qualquer lugar. O autoconhecimento e o tratamento psicológico foram e ainda são fundamentais, para mim, nesse processo. É preciso trabalhar a força de vontade, conhecer os seus direitos e saber como cobrá-los. Precisamos nos fortalecer como comunidade e aceitar o que está ao nosso alcance. Quando eu passei a utilizar cadeira de rodas, eu tinha uma certa resistência. Depois, entendi que a cadeira de rodas não é um problema, o problema é a falta de acessibilidade e conscientização da sociedade.
Sú Almeida, em Ubatuba, São Paulo
Sú Almeida – Quando eu comecei com o blog, eu não pensava em ser esse tipo de suporte e consultoria. Eu acabo me colocando em um papel de representatividade, esse papel me traz um pouco mais de conforto ao invés de inspiração. No sentido de representatividade, pelo retorno que tenho, acredito que sim. Pelas dificuldades do meio, a gente ainda tem esse déficit de pessoas que estudam, trabalham e têm uma vida ativa.
Sú Almeida – Pela dificuldade de acesso às informações, infelizmente não temos muitos lugares para ir, mas indico alguns que fui, explorei e mesmo não sendo 100%, eu recomendo:
Para saber mais a respeito de acessibilidade e dicas de viagem, siga a Sú Almeida:
Site: https://viajecomacessibilidade.com.br/
Instagram: https://www.instagram.com/viajecomacessibilidade/