Acessibilidade Archives - Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) https://inspiracaostage.sages4it.com/category/acessibilidade/ Informações e orientações para Pessoas com Deficiência (PCDs) e histórias inspiradoras de atletas paralímpicos. Wed, 16 Oct 2024 15:53:57 +0000 pt-PT hourly 1 https://inspiracaostage.sages4it.com/wp-content/uploads/2022/01/favicon.png Acessibilidade Archives - Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) https://inspiracaostage.sages4it.com/category/acessibilidade/ 32 32 Dança devolve autoestima a dançarinas com deficiência https://inspiracaostage.sages4it.com/danca-devolve-autoestima-a-dancarinas-com-deficiencia/ https://inspiracaostage.sages4it.com/danca-devolve-autoestima-a-dancarinas-com-deficiencia/#respond Thu, 10 Oct 2024 12:51:54 +0000 https://inspiracaoparalimpica.org.br/?p=6418 Em 2008, aos 21 anos, a vida de Marianne Mayumi Miura mudou. Estudante de engenharia, ela um dia foi trabalhar e começou a sentir fraqueza. Na época havia sido diagnosticada com lúpus, mas a fraqueza foi tanta que Mayumi, como todos a chamam, acabou internada. Logo ela percebeu que não sentia mais as pernas. O […]

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A imagem mostra dois bailarinos em uma pose de dança clássica. A bailarina à esquerda está vestida com um vestido branco de balé, com detalhes bordados no corpete, e está com o braço direito levantado acima da cabeça. Ela tem cabelo escuro preso em um coque e está sorrindo. O bailarino à direita está vestindo uma camisa branca com um colete marrom claro e calças justas brancas. Ele está com o braço esquerdo estendido para o lado. Ao fundo, há um cenário que parece representar uma vila com árvores e uma construção que lembra uma igreja ou capela.
Jéssica Cordeiro dança junto a um bailarino | Foto: Arquivo Pessoal

Em 2008, aos 21 anos, a vida de Marianne Mayumi Miura mudou. Estudante de engenharia, ela um dia foi trabalhar e começou a sentir fraqueza. Na época havia sido diagnosticada com lúpus, mas a fraqueza foi tanta que Mayumi, como todos a chamam, acabou internada. Logo ela percebeu que não sentia mais as pernas.

O diagnóstico correto foi dado dias depois: miastenia gravis, uma doença autoimune que impede a comunicação entre os nervos e o músculo. No caso de Mayumi, a gravidade a levou a deixar o hospital de cadeira de rodas. Na sequência, ela ainda sofreu com uma catarata que afetou sua visão.

“Eu adquiri a deficiência na fase adulta, gostava de estudar, não gostava de ficar parada. Foi difícil o período que fiquei em casa após saber que tinha a doença, também fiquei com a visão afetada, com cerca de 10%. Eu sentia falta de conviver com as pessoas”, contou Mayumi.

Foi então que ela soube, em 2014, de um local em que pessoas com deficiência poderiam ser bailarinas. A Associação Fernanda Bianchini foi criada em 1995, pela bailarina e fisioterapeuta Fernanda Bianchini Saad. Desde então recebe pessoas com deficiência visual, na maioria, mas também com outras deficiências para praticar a dança e, atualmente, outras atividades como a música e yoga. É a única no mundo que realiza esse trabalho.

“Fui em um sábado, e logo nesse primeiro dia a Fernanda já fez cair minha ficha que dava para dançar o balé clássico. Aliada à fisioterapia, a dança me ajudou a fortalecer a musculatura, aumentar a autoestima e voltar a andar”, disse Mayumi, que hoje pratica o balé em pé, com apresentações em diversos países.

Ela esteve em agosto em Paris, junto com Jéssica Lacerda Cordeiro, de 28 anos, realizando demonstrações durante os Jogos Paralímpicos. Com baixa visão, cerca de 15%, Jessica também mudou sua vida com a dança.

“Eu sofria muito bullying na escola, de alunos e de professores, porque não enxergava. Era um terror, me traumatizou muito. Era muito dependente da minha família, e sempre sonhei em dançar. Quando cheguei na associação, eu tinha muito medo do toque, mas logo na primeira aula fiquei encantada. Hoje voltei a estudar, faço faculdade de fisioterapia”, contou Jéssica, que como Mayumi hoje dá aulas para novos alunos da associação.

O toque é parte fundamental do método inédito criado por Fernanda Bianchini para que pessoas com deficiência visual possam dançar o balé clássico e também outras modalidades de dança.

“Eu comecei a dar aulas para pessoas com deficiência visual, mas muitas não têm memória visual. Então, por exemplo, eu falava que algum movimento deveria se assemelhar a um objeto, mas os alunos não tinham referência do objeto. Foi quando entendi que o método deveria ser outro, pelo toque, pela percepção corporal”, contou Fernanda.

Cada toque se transforma em um movimento, desde os mais simples do balé clássico até aqueles de maior complexidade.

Fernanda conta que sempre teve a dança em sua vida, mas nunca se considerou uma ótima bailarina. Sua família sempre fez muitos trabalhos voluntários, e um dia foi sugerido a ela que ensinasse o balé para pessoas cegas. Hoje o projeto atende 400 pessoas, mas um novo prédio está sendo construído em São Paulo, que poderá receber mais de mil pessoas.

“Hoje temos diversos tipos de arte, como yoga, balé, música, recebemos crianças e pessoas da terceira idade. Estamos vencendo o preconceito”, disse Fernanda.

A imagem em preto e branco mostra duas mulheres em uma aula de balé. A mulher à direita está em uma posição de balé, com uma perna levantada e apoiada na barra, enquanto a outra perna está no chão. Ela está usando um vestido de balé com detalhes rendados na parte superior. Seu braço direito está levantado acima da cabeça em uma posição graciosa. A mulher à esquerda está ajudando a sustentar a perna levantada da outra mulher, segurando-a com uma das mãos. Ela está sorrindo e usa uma roupa de balé semelhante, com uma blusa sem mangas. Ambas estão usando sapatilhas de balé e estão em uma sala com piso de madeira e uma barra de balé ao fundo.
Fernanda Bianchini auxilia bailarina durante aula | Foto: Divulgação

 

Dança sobre rodas

Adelina Oliveira Perez começou a dança em cadeira de rodas como uma terapia e um hobbie. Com 58 anos, hoje aposentada, ela ficou paraplégica por sequelas de uma poliomielite.

Um curso aberto pela Prefeitura de Santos, cidade do litoral paulista, a interessou, em 2007. Inicialmente sua ideia era usar a dança como uma atividade física, mas a experiência foi além.

“A dança foi importante para a aceitação do meu corpo. Amar meu corpo como ele é. No começo, o professor colocava a música, preparava a coreografia, mas eu não tinha ritmo, não sabia nada, achava ridículo, pensava que aquilo não era dança, e isso me incomodava. Fazíamos apresentações, na hora não me sentia mal, mas quando via no vídeo me sentia horrível”, contou Adelina.

Adelina não desistiu, e essa sensação mudou com o passar dos anos. Ela contou que passou a aceitar seu corpo e a dança foi fundamental nesse processo.

“Eu não comprava sapato, não dava valor ao meu pé. Isso mudou, hoje estou passeando, vejo um sapato bonito na loja, quero comprar. Minha autoestima aumentou, hoje sou uma bailarina”, disse Adelina,que participa de apresentações e competições por todo o Brasil e no exterior.

Aos 15 anos, a paulista Dayse da Silva Gonçalves perdeu o movimento da cintura para baixo por causa de um erro em um procedimento cirúrgico que afetou sua medula. Hoje com 27 anos, a arquiteta começou a dançar em cadeira de rodas por convite de uma colega de faculdade.

“Foi a maneira de me conectar com meu novo corpo, de superar barreiras, tanto física quanto mental”, disse Dayse.

Segundo ela, além dos benefícios físicos, a dança em cadeira de rodas trouxe benefícios emocionais ao conectá-la a uma rede de pessoas que também praticam o esporte. Como Adelina, Dayse participa de apresentações e competições.

“Eu tenho experiência de dançar sem uma cadeira de rodas e de dançar em uma cadeira de rodas. Ambos são libertadores, mas na cadeira de rodas é ainda mais. Naquele momento É só você e você”, disse Dayse.

Da dança para a canoagem

Luis Carlos Cardoso, 39, conquistou a medalha de prata nos Jogos Paralímpicos de Paris na prova dos 200m da classe KL1. Este foi seu segundo pódio paralímpico, já que ele também tem uma prata dos Jogos de Tóquio 2020. Ants dessa trajetória cheia de medalhas, porém, a vida do atleta era dedicada à dança profissional.

“Sou de Picos, no Piauí, e sempre gostei de dançar, principalmente o forró. Sempre foi meu sonho seguir carreira dançando, e consegui deixar minha cidade para participar de várias bandas, por todo o Brasil”, contou Luís.

Ele esteve em programas de televisão, como o do apresentador Raul Gil, até que em 2008 entrou para a banda do conhecido cantor Frank Aguiar. No momento em que a dança profissional se tornava o ganha pão de Luís, uma inflamação na medula, causada por um parasita, o deixou paraplégico.

“Fiquei internado por dez dias. Foi grave, quase fiquei tetraplégico, e saí do hospital de cadeira de rodas com o diagnóstico de que nunca mais andaria. Eu tinha 25 anos”, contou o atleta.

Ele contou que não sabia mais o que faria, já que a dança era sua vida. Até aquele momento ele não tinha tido contato com outros cadeirantes, mas descobriu que se a dança não seria mais parte de sua vida, o esporte, sim.

“Indicaram continuar a praticar a dança, mas eu pensava como faria sem as pernas, já que por anos trabalhei profissionalmente. Foi quando surgiu o esporte, eu apenas fazia musculação, pelo condicionamento para a dança. Mas não praticava esporte, futebol, nada. Primeiro foi o basquete [em cadeira de rodas], e depois a canoagem”, contou.

A canoagem surgiu porque sua fisioterapeuta trabalhava com o canoísta Sebastián Cuattrin, argentino naturalizado brasileiro que ganhou 11 medalhas em quatro Jogos Pan-Americanos, uma delas de ouro na Rio-2007.

“Eu adorei aquele contato com a natureza, aquele sentimento de liberdade. Ajudou muito na recuperação, fiquei treinando o basquete e a canoagem, até que percebi que na canoagem poderia ter sequência como atleta’, disse.

Luís já participou de provas com o caiaque, depois migrou para a canoa, e o primeiro barco foi dado de presente por Frank Aguiar.

“Minha vida mudou totalmente e agradeço muito ter conhecido a canoagem”, finalizou Luís.

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Medalhas em Paris macetam expressões capacitistas https://inspiracaostage.sages4it.com/medalhas-em-paris-macetam-expressoes-capacitistas/ https://inspiracaostage.sages4it.com/medalhas-em-paris-macetam-expressoes-capacitistas/#respond Wed, 11 Sep 2024 18:56:44 +0000 https://inspiracaoparalimpica.org.br/?p=6318 Dizem que a boca fala do que o coração está cheio. Seja por pura maldade ou por falta de informação, muita gente segue repetindo expressões tão antigas quanto infundadas. Nós, do Blog Inspiração Paralímpica, preparamos uma lista com expressões capacitistas para você nunca mais repetir bobagem e te lembrar que os resultados dos atletas brasileiros […]

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A imagem mostra um grupo de atletas brasileiros participando de um desfile, na serimônia de abertura dos jogos paralímpicos de Paris. Eles estão vestindo uniformes azuis com detalhes em amarelo e verde. Muitos dos atletas estão usando chapéus amarelos e alguns estão em cadeiras de rodas. Um dos atletas está segurando a bandeira do Brasil, e outros estão segurando pequenas bandeiras do país. Ao fundo, há várias pessoas vestidas com uniformes verdes.
Delegação brasileira na abertura dos Jogos Paralímpicos de Paris, evento esportivo que destaca o potencial das pessoas com deficiência \ Foto: Alessandra Cabral/CPB @alecabral_ale

Dizem que a boca fala do que o coração está cheio. Seja por pura maldade ou por falta de informação, muita gente segue repetindo expressões tão antigas quanto infundadas. Nós, do Blog Inspiração Paralímpica, preparamos uma lista com expressões capacitistas para você nunca mais repetir bobagem e te lembrar que os resultados dos atletas brasileiros em Paris macetaram a cultura do preconceito.

“Fulano está dando uma de João sem braço”: essa expressão trata a pessoa com deficiência como alguém “café com leite” no mundo do trabalho, como se ela não pudesse exercer tarefas complexas ou se comprometer 100% com a rotina da organização. Uma coisa é falta de vontade de trabalhar, outra é a deficiência e elas não têm nada a ver uma com a outra.

“Beltrana é imbecil”: Imbecil, mongol, retardado, demente. Todas essas palavras foram usadas ao longo da história do Brasil para tratar de maneira pejorativa pessoas com deficiência. Tanto é que se tornaram uma forma ofensiva de tratar também pessoas sem deficiência. Não use essa expressão e suas variações se você se julga uma pessoa educada.

“Ciclano deu uma mancada”: isso quer dizer que alguém que andava “direito” fez alguma coisa errada. Já pensou como se sente alguém que, por exemplo, apresenta assimetria na marcha por ter uma perna maior que a outra ou que está se recuperando de um acidente? Quer dizer que todo mundo que manca está dando passos errados pela vida? Se pensar direitinho, você nunca mais fala desse jeito.

“Mais perdido do que cego em tiroteio”: para começar, quem não se sente perdido no meio de um tiroteio? Via de regra, em situações violentas, nem as partes envolvidas na agressão sabem exatamente de onde vem os tiros do lado oposto. Ninguém deveria estar no meio de um tiroteio. Se isso acontece, a sociedade como um todo está perdida. Não tem graça. E raciocine com a gente: as pessoas com deficiência visual prestam mais atenção na sua audição e a usam com muito mais destreza para se localizar nos espaços; tiro, antes de atingir o alvo, não se enxerga, se escuta; quem mesmo tem mais chance de se perder no meio de um tiroteio?

“Fulana se faz de cega/surda”: quem, em sã consciência, fingiria ter uma deficiência numa sociedade preconceituosa como a nossa? Se alguém finge que não te vê ou não te escuta, não envolva deficiência nisso. Expressões como “fulana me ignorou”, “fulana não quis interagir comigo” ou “eu devo ser inconveniente” são mais adequadas nestes casos. Pessoas cegas e surdas trabalham, conquistam sucesso e têm traquejo social, zero conexão com alguém que quer ignorar outra pessoa.

E você? Qual expressão capacitista te irrita muito e merecia estar nesta lista? Conta para a gente nos comentários e, quem sabe, não fazemos a parte 2?

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Torcidas de futebol e estádios abrem espaço para pessoas com autismo https://inspiracaostage.sages4it.com/torcidas-de-futebol-e-estadios-abrem-espaco-para-pessoas-com-autismo/ https://inspiracaostage.sages4it.com/torcidas-de-futebol-e-estadios-abrem-espaco-para-pessoas-com-autismo/#respond Wed, 04 Sep 2024 20:06:08 +0000 https://inspiracaoparalimpica.org.br/?p=6274 A paixão pelo futebol mobiliza multidões em torno dos estádios para torcer por seus times do coração. Mas essa experiência nem sempre é acessível a todos. Pensando nisso, algumas arenas passaram a adotar salas sensoriais, espaços especialmente projetados para pessoas com autismo, permitindo que elas possam aproveitar os jogos de maneira mais confortável e segura. […]

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A imagem mostra um grupo de pessoas em um estádio de futebol, atrás de uma grande faixa. A faixa é branca e tem o logotipo do Corinthians à esquerda, que é um círculo com uma âncora e remos cruzados, e as palavras "Corinthians Paulista" ao redor. No centro da faixa, está escrito "AUTISTAS ALVINEGROS" em letras grandes e pretas. À direita, há um símbolo de quebra-cabeça colorido, que é frequentemente associado à conscientização sobre o autismo, e um logotipo menor com as palavras "Autistas Alvinegros". As pessoas ao redor da faixa estão assistindo a um jogo, e o estádio está parcialmente cheio.
Torcedores do Corinthians com faixas dos Autistas Alvinegros na Neo Química Arena | Foto: Divulgação

A paixão pelo futebol mobiliza multidões em torno dos estádios para torcer por seus times do coração. Mas essa experiência nem sempre é acessível a todos. Pensando nisso, algumas arenas passaram a adotar salas sensoriais, espaços especialmente projetados para pessoas com autismo, permitindo que elas possam aproveitar os jogos de maneira mais confortável e segura.
As salas sensoriais são ambientes controlados e adaptados para minimizar estímulos que possam causar desconforto ou crises em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Equipadas com itens como luzes ajustáveis, isolamento acústico, brinquedos sensoriais, fones de ouvido e áreas de descanso, esses espaços oferecem um refúgio tranquilo em meio à agitação dos jogos.
A Neo Química Arena, do Corinthians, foi pioneira ao instalar uma sala para pessoas com autismo, em 2019. A sala é equipada com brinquedos interativos, tapetes sensoriais, TV com programação infantil, desenhos, material para colorir e blocos de montar. O vidro antirruído abafa o som das arquibancadas.

“A sala dispõe de um espaço relativamente grande com alguns brinquedos, materiais didáticos, mesas e sofás pra um melhor conforto das famílias”, afirma Rafael Lopes, do coletivo Autistas Alvinegros, e frequentador do espaço. “Temos a facilidade de escolher entre ver os jogos da sala e também das cadeiras na parte externa, pra quem tem mais autonomia. A sala necessita de algumas melhorias para poder ser um espaço sensorial de fato, e o clube está engajado em promovê-las.”

Com capacidade para 160 pessoas, a sala TEA da NeoQuímica conta com profissionais treinados para auxiliar as famílias e proporcionar uma experiência mais inclusiva.
O Allianz Parque, do Palmeiras, dispõe de uma sala sensorial, criada para atender os torcedores com TEA. O espaço, para até 24 pessoas, tem equipamentos para suporte em crise, hiperestímulo ou desregulação. O local também oferece itens como abafadores de som, óculos escuros, spinner, cadeiras com capas texturizadas, balanço e cubo mágico.
O Morumbis, do São Paulo, inaugurou sua sala sensorial em 2023. A Sala TEA+ Tricolor oferece um ambiente tranquilo e acolhedor, com equipamentos projetados por duas empresas especializadas no atendimento a pessoas com autismo e seus familiares.

Foto mostra cadeiras dedicadas a pessoas com TEA na arquibancada do estádio Espaço conta com brinquedos, como uma piscina de bolinhas e uma guitarra infantil, além de outros equipamentos para uso de pessoas com TEA.

No entanto, os estádios do Rio de Janeiro ainda não contam com salas sensoriais específicas para pessoas com autismo, apesar de uma lei municipal de 2023 prever esse tipo de espaço. Os clubes cariocas afirmam que têm projetos para construir as salas em seus estádios.
Tramita na Câmara dos deputados o projeto de lei 107/24, do deputado Júlio Cesar Ribeiro (Republicanos – DF), que prevê a obrigação de construção dessas salas em todos os estádios do país, sob pena de advertência e multa.

Os benefícios de espaços como esses para pessoas com autismo, especialmente crianças, são inúmeros. Durante um jogo de futebol, os sons altos, as luzes brilhantes e as grandes multidões podem ser extremamente estressantes. As salas sensoriais oferecem um espaço onde as crianças podem se acalmar, evitando crises e permitindo que elas desfrutem do jogo. Além disso, permitem que as famílias participem do evento sem a constante preocupação de encontrar um local seguro para acalmar seus filhos.

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Dentro do direito: pessoas com deficiência atuam como advogados https://inspiracaostage.sages4it.com/dentro-do-direito-pessoas-com-deficiencia-atuam-como-advogados/ https://inspiracaostage.sages4it.com/dentro-do-direito-pessoas-com-deficiencia-atuam-como-advogados/#comments Thu, 29 Aug 2024 13:54:27 +0000 https://inspiracaoparalimpica.org.br/?p=6237 Quando associamos os termos direito e pessoa com deficiência, você pensa nos direitos das pessoas com deficiência ou em pessoas com deficiência exercendo o direito, ou seja, atuando como advogadas? O Blog Inspiração Paralímpica, em celebração ao mês do advogado, saiu em busca de personagens que comprovem o que nós já sabemos: que a pessoa […]

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A imagem mostra a famosa escultura "A Justiça" de Alfredo Ceschiatti, localizada em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília, Brasil. A escultura é feita de granito e representa uma figura feminina sentada, com os olhos vendados, simbolizando a imparcialidade da justiça. Ela segura uma espada em seu colo. Ao fundo, é possível ver o edifício do STF, que possui uma arquitetura moderna com linhas retas e colunas brancas, projetado por Oscar Niemeyer. O céu está azul e o sol ilumina a cena, criando sombras no chão de pedra.
Dentro do direito: pessoas com deficiência atuam como advogados.

Quando associamos os termos direito e pessoa com deficiência, você pensa nos direitos das pessoas com deficiência ou em pessoas com deficiência exercendo o direito, ou seja, atuando como advogadas? O Blog Inspiração Paralímpica, em celebração ao mês do advogado, saiu em busca de personagens que comprovem o que nós já sabemos: que a pessoa com deficiência pode estar onde quiser, onde seus sonhos e seu trabalho a puder levar, seja nos Jogos de Paris ou nos tribunais do Brasil.

 

O direito é uma das carreiras mais tradicionais do nosso país. Os primeiros cursos foram estabelecidos em 1827, cinco anos após a proclamação da Independência, na cidade de São Paulo e na pernambucana Olinda. Dom Pedro I também concedeu, na mesma época, o título de doutor a quem concluísse o curso de direito. Até hoje, os advogados são doutores por excelência. 

 

Em um país com tantas desigualdades e com condições de trabalho muitas vezes extenuantes, ser doutor é um caminho para ter mais segurança financeira e conforto. Foi esse o pensamento que levou José Eduardo de Araújo Luz a estudar para se tornar advogado. Cego total e nascido em uma família humilde, ele  foi prático na hora de escolher sua profissão. “Escolhi o mundo jurídico por questões pragmáticas. Por ser de origem modesta, precisava de uma carreira profissional que propiciasse uma vida mais confortável. Até mesmo para adquirir produtos acessíveis para pessoas com deficiência visual, que têm custos maiores”, explica Luz. 

 

Depois de se formar, ele investiu em concursos públicos e hoje é procurador da cidade de São Paulo, na prática trabalha como advogado da prefeitura em litígios judiciais e encontra algumas barreiras adicionais no cotidiano por ser uma pessoa com deficiência. “A dificuldade adicional são com os sites que preciso acessar, muitos deles não são acessíveis com os leitores de tela que pessoas com deficiência visual usam”, relata o advogado. 

 

Se para José Eduardo  o direito foi um caminho óbvio na juventude, para Soraya Crisley Notário a paixão chegou em outro momento na vida. Com deficiência na coordenação motora desde o nascimento, ela não perseguiu o sonho da adolescência de ser psicóloga e foi trabalhar na administração pública de sua cidade, Guarulhos. Tudo mudou quando foi designada para trabalhar no departamento jurídico e se apaixonou pelo direito. Esse sonho não iria se perder. 

 

“Tinha 30 anos quando prestei vestibular e consegui uma bolsa de estudos. Precisei prestar o exame da Ordem dos Advogados do Brasil por treze vezes. Mas nunca desisti e agora sou advogada”, conta Soraya. Hoje ela atua como mediadora e conciliadora na área cível. Seus hobbies longe dos processos são musculação e teatro. Soraya também é personagem de um livro que conta a história de advogadas extraordinárias e que deve ganhar as ruas em breve. 

 

Agora conta para a gente nos comentários: você sabia que existiam tantos caminhos no direito para pessoas com deficiência? Se inspirou a estudar direito? Vai tirar o sonho de batalhar por uma toga do papel? Conhece alguém que arrasa nos processos e que poderia ter sido nosso entrevistado?

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