Jennyfer Parinos Archives - Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) https://inspiracaostage.sages4it.com/tag/jennyfer-parinos/ Informações e orientações para Pessoas com Deficiência (PCDs) e histórias inspiradoras de atletas paralímpicos. Wed, 05 Oct 2022 13:29:29 +0000 pt-PT hourly 1 https://inspiracaostage.sages4it.com/wp-content/uploads/2022/01/favicon.png Jennyfer Parinos Archives - Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) https://inspiracaostage.sages4it.com/tag/jennyfer-parinos/ 32 32 O poder de combater o capacitismo nas redes sociais https://inspiracaostage.sages4it.com/jennyfer-parinos-e-o-poder-de-combater-o-capacitismo-nas-redes-sociais/ https://inspiracaostage.sages4it.com/jennyfer-parinos-e-o-poder-de-combater-o-capacitismo-nas-redes-sociais/#respond Fri, 21 Jan 2022 16:27:10 +0000 http://177.73.182.99/?p=816 Jennyfer Parinos alcançou o sonho de muitos atletas e subiu ao pódio nos últimos Jogos Paralímpicos, em Tóquio. A mesa-tenista recebeu a medalha de bronze por equipe na classe 9-10 — ao lado de Bruna Alexandre e Danielle Rauen. A medalha veio como mais uma conquista para esta competidora dedicada, que descobriu por meio do […]

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Jennyfer Parinos alcançou o sonho de muitos atletas e subiu ao pódio nos últimos Jogos Paralímpicos, em Tóquio. A mesa-tenista recebeu a medalha de bronze por equipe na classe 9-10 — ao lado de Bruna Alexandre e Danielle Rauen. A medalha veio como mais uma conquista para esta competidora dedicada, que descobriu por meio do esporte uma forma de encarar algo que a incomodava muito: o bullying e o preconceito.

A jovem de 25 anos descobriu, ainda bebê, o diagnóstico de raquitismo hipofosfatêmico ligado ao cromossomo X (XLH). Ela passou por 19 ortopedistas até ser revelado o motivo de sentir tantas dores no joelhos logo ao aprender a andar. O maior desafio de tudo isso? Encarar os olhares e se sentir de fato pertencente a um grupo.

“Foi por meio do esporte paralímpico que passei a ignorar o sentimento de exclusão. Por conta dos olhares, me diminuía, achava que nunca ‘seria normal’. Mas, pelo esporte, conheci outras pessoas com deficiência, comecei a superar meus limites, e vi que a deficiência não é nada. Sou capaz de fazer o que quiser”.

Jennyfer não guardou o sentimento de inclusão apenas para si. Por meio das redes sociais ela passou — como diz — a “blogueirar” e usou da sua influência para reforçar que todos são capazes de alcançar seus sonhos. São quase 14 mil seguidores no Instagram.

“Sempre amei postar nas redes sociais, gosto de gravar vídeos, mostrar meus looks e dar dicas. Com o tempo ganhei seguidores, que gostam de interagir comigo, e eu amo. Após os Jogos, recebi muitas mensagens de pessoas dizendo que se espelham em mim, ou que simplesmente torceram muito. É muito gostoso receber esse carinho enquanto faço o que mais amo: jogar e ‘blogueirar'”

Por falar em Jogos de Tóquio, Jennyfer, que já havia ganhado, também em equipe, a medalha de bronze nos Jogos Rio 2016, comemora subir novamente ao pódio:

“Uma sensação indescritível. Classificar para os Jogos Paralímpicos é difícil, tem que treinar muito. ‘Medalhar’ é ainda mais difícil, é surreal. O sonho máximo de qualquer atleta.”

Para comemorar cada conquista, Jennyfer vê a utilização das redes sociais como mais uma forma de inclusão. Ela destaca ainda que ser referência na web é uma forma de conseguir patrocínio e de aproximar atletas de seus fãs.

“Hoje temos várias plataformas para nos aproximar dos nossos torcedores e ganhar visibilidade, tanto para o esporte paralímpico, quanto para qualquer outro trabalho. Acredito na força das redes sociais, é uma ferramenta importante”.

Rede social no combate ao capacitismo e o poder do esporte

Influenciadora e atleta paralímpica, Jennyfer sabe bem o que sentiu com os “olhares” por conta da falta de informação. Por isso, a esportista reforça a utilização das redes sociais como uma aliada no combate ao preconceito.

“As pessoas estão aprendendo o que é capacitismo e entendendo como devem se referir a nós sem ter que ‘pisar em ovos’. Hoje a maior forma de espalhar as informações é a internet e as redes sociais. Não acho que chegamos ao ideal, mas acredito que aos poucos as informações vão alcançando quem precisa aprender

Sempre apaixonada por Educação Física na escola, Jennyfer já tentou praticar natação e foi influenciada por uma vizinha mesa-tenista. Em 2009, ela encontrou sua verdadeira paixão no esporte:

“O esporte é a minha vida. Por ter sido minha inclusão quando mais nova, por ter já presenciado vários sentimentos diferentes e por me tornar quem sou hoje”.

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