Cadeirante Archives - Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) https://inspiracaostage.sages4it.com/category/cadeirante/ Informações e orientações para Pessoas com Deficiência (PCDs) e histórias inspiradoras de atletas paralímpicos. Fri, 25 Jul 2025 14:37:02 +0000 pt-PT hourly 1 https://inspiracaostage.sages4it.com/wp-content/uploads/2022/01/favicon.png Cadeirante Archives - Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) https://inspiracaostage.sages4it.com/category/cadeirante/ 32 32 Futebol em cadeira de rodas ganha praticantes no Brasil https://inspiracaostage.sages4it.com/futebol-em-cadeira-de-rodas-ganha-praticantes-no-brasil/ https://inspiracaostage.sages4it.com/futebol-em-cadeira-de-rodas-ganha-praticantes-no-brasil/#respond Thu, 14 Nov 2024 13:19:03 +0000 https://inspiracaoparalimpica.org.br/?p=6754 Modalidade com pouco mais de dez anos no Brasil, o futebol em cadeira de rodas ganha adeptos no país. Criado na França e no Canadá, no final dos anos 1970, o Power Soccer – outro nome pelo qual é conhecido – já tem equipes em vários estados, como Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina […]

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A imagem mostra uma partida de futebol em cadeira de rodas motorizada, em um ginásio coberto. Dois jogadores estão em destaque, ambos em cadeiras de rodas motorizadas, disputando a posse de uma bola de futebol. O jogador à esquerda veste uma camisa azul escura e calças listradas, enquanto o jogador à direita veste uma camisa com detalhes em vermelho, branco e azul, com o número 14 visível na frente da cadeira. Ao fundo, há pessoas assistindo ao jogo e algumas faixas penduradas na parede. Uma das faixas tem o texto "HURACAN" e um desenho de uma cadeira de rodas. Outra faixa diz "PRIMOS Y TOPOS". O ambiente é colorido, com paredes em tons de laranja e azul.
Jogadores de Power Soccer disputam bola durante partida \ Foto: Arquivo pessoal

Modalidade com pouco mais de dez anos no Brasil, o futebol em cadeira de rodas ganha adeptos no país. Criado na França e no Canadá, no final dos anos 1970, o Power Soccer – outro nome pelo qual é conhecido – já tem equipes em vários estados, como Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Ceará. Segundo Fabiano de Lima, presidente da ABFC, a Associação Brasileira de Futebol em Cadeira de Rodas, existem cerca de 100 atletas praticantes no Brasil atualmente.

O número parece pequeno, mas é um salto grande comparado aos últimos anos. O fato de ser praticado por atletas com deficiência severa, como tetraplegia e paralisia cerebral, faz com que pessoas, mesmo que interessadas, demorem um pouco a se arriscar no esporte.

“Muitas pessoas resistem em um primeiro momento. Estamos falando de deficiências mais severas, em que as pessoas ficam mais em casa. Mas quando começam a praticar, gostam, apaixonam-se e querem estar sempre treinando e participando das competições”, disse Fabiano.

Ele conheceu o Power Soccer ao procurar uma atividade esportiva para seu filho Daniel, que hoje tem 18 anos. Com distrofia muscular de Duchenne, uma doença neuromuscular genética que afeta o tecido muscular, Daniel teve indicação médica para praticar esporte.

“Conhecemos o Power Soccer, fomos atrás de mais informações e o Daniel gostou. Claro, um pouco resistente no início, mas logo se interessou a treinar e a praticar”, contou Fabiano.

O fato de ter regras básicas semelhantes ao futebol convencional, como o objetivo de fazer gols, faz com que o interesse dos praticantes cresça depois que começam a praticar. A cadeira utilizada é motorizada, com algumas particularidades. Ela é um pouco mais baixa do que a cadeira usada no dia a dia, tem uma “barra” na frente para conduzir a bola e é mais veloz em relação às cadeiras comuns – comum limite de 10 km/h.

“As cadeiras custam, em média, 10 mil dólares [R$ 57 mil]. Um valor alto. São importadas dos Estados Unidos. Uma equipe tem quatro atletas em quadra, um no gol e três na linha. Vale ressaltar, ainda, que são necessárias cadeiras reservas. Dá para calcular que não é barato”, contou Jaime Torres, que comanda e treina o Rio de Janeiro Power Soccer Clube, uma das principais equipes do país.

Jaime, de 45 anos, é ex-goleiro de handebol e jogou na Seleção Brasileira. Desde os tempos de atleta profissional de alto rendimento, interessou-se pelo paradesporto, resquícios de lembrança do pai, engenheiro que se engajou em causas de pessoas com deficiência.

Em torneios oficiais, as cadeiras usadas precisam ser específicas para a modalidade. Porém, em determinados momentos, alguns atletas utilizam equipamentos do dia a dia adaptados.

As regras

A quadra utilizada para o Power Soccer tem as dimensões de uma de basquete (28 metros de comprimento por 15 metros de largura). As partidas são divididas em dois tempos de 20 minutos, com um intervalo de 10 minutos.

Cada equipe tem quatro jogadores, divididos em três na linha e um goleiro. É uma modalidade mista, ou seja, homens e mulheres podem jogar ao mesmo tempo. A bola é maior e mais leve do que a tradicional do futebol, com 32,5 cm de diâmetro.

Lucas Dutra Fernandes tem 21 anos e é considerado o principal jogador de Power Soccer do Brasil atualmente. Ele começou a praticar a modalidade aos sete anos, depois de achar a bocha “um pouco parada”. Torcedor do Fluminense, Lucas sempre gostou de futebol. Jogava muito videogame com os amigos, e seu pai, Bruno, descobriu que havia uma modalidade de futebol para pessoas com deficiências motoras mais severas.

“Tentei o rúgbi também, mas achei muito violento. Comecei no Power Soccer no Nova Ser, que foi o primeiro time de Power Soccer do Brasil. Mas chegou um momento que queríamos algo mais competitivo, não com cara de projeto social. Então saí e fundamos o Rio de Janeiro Power Soccer, com a ajuda dos meus pais e de outras pessoas”, contou Lucas.

Como treinavam em um local público, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, muitas pessoas viam e, aos poucos, os interessados passaram a aparecer durante os treinamentos, quando a equipe cresceu. Logo no primeiro Campeonato Brasileiro, conquistou o título, batendo na final justamente o Novo Ser, seu primeiro clube.

“Eu me sinto realizado com o Power Soccer. Ao mesmo tempo, tento passar minha experiência àqueles que estão começando agora, que estão tentando evoluir”, disse Lucas.

Em paralelo ao Power Soccer, Lucas se manteve praticando a bocha, na classe BC3 (alto grau de comprometimento motor). Já esteve na Seleção Brasileira e sonha em participar dos Jogos Paralímpicos de 2028, em Los Angeles.

Já a entrada do Power Soccer no calendário do megaevento depende de alguns fatores. A presença da modalidade em todos os continentes é um dos pré-requisitos e o esporte na África ainda está em implementação.

“O Power Soccer tem que fazer o dever de casa, deixar tudo certinho e pronto para tentar estar nos Jogos Paralímpicos. Quem sabe daqui a oito anos?”, questionou Lucas.

E você, leitor? Já teve oportunidade de assistir a uma partida de futebol em cadeira de rodas ou tem interesse em praticar a modalidade? Conte nos comentários. Na semana que vem a gente volta com mais histórias inspiradoras. Até lá!

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Skate adaptado já é realidade no Brasil https://inspiracaostage.sages4it.com/skate-adaptado/ https://inspiracaostage.sages4it.com/skate-adaptado/#comments Thu, 16 May 2024 15:00:01 +0000 https://inspiracaoparalimpica.org.br/?p=5657 Quando o skate apareceu nas ruas do Brasil, no começo dos anos 1960, trazido dos Estados Unidos por jovens surfistas que queriam dropar também pelas ruas e avenidas, ninguém imaginava que se tornaria uma febre nacional. Mais que isso, era impossível pensar que um dia aquela prancha de madeira acompanhada por dois jogos de rodas […]

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Quando o skate apareceu nas ruas do Brasil, no começo dos anos 1960, trazido dos Estados Unidos por jovens surfistas que queriam dropar também pelas ruas e avenidas, ninguém imaginava que se tornaria uma febre nacional. Mais que isso, era impossível pensar que um dia aquela prancha de madeira acompanhada por dois jogos de rodas seria protagonista de uma modalidade olímpica.

Se no início o skate era pesado e restrito a um grupo social muito reduzido, o passar das décadas promoveu adaptações para aprimorar as manobras e incluir todos os apaixonados pelo vento no rosto que só a modalidade permite. De acordo com a Confederação Brasileira de Skateboarding (CBSK), hoje existem 20 categorias do esporte no país, praticadas por homens e mulheres de todas as idades.

E chegamos a 2024, ano dos Jogos Paralímpicos de Paris, para conhecer pessoas com deficiência que encontraram no skate adaptado o esporte do coração. É o caso de Rayan Charavara (@rayankelvin), de 22 anos, paulistano e deficiente visual com baixa visão. Desde criança esteve ligado a esportes, praticou basquete, futebol, natação e jiu-jitsu até encontrar a modalidade que, segundo ele, faz parte de quem é.

“O skateboard sempre esteve presente na minha vida. Não tenho memórias de como eu comecei, apenas sei. Considero isso um aspecto muito especial do meu contato com o esporte. Além de aprender lições sobre amizade e parceria, aprendi muito sobre foco, perseverança, consciência corporal e sobre amadurecimento de ideias. O skate já foi meu melhor amigo em diversas situações.”, conta o paulistano.

Por acaso, em um passeio na zona norte da capital paulista, Rayan descobriu que não era a única pessoa com deficiência apaixonada pelo esporte. “Andava de skate bem raramente e certo dia decidi ir ao Parque da Juventude. Fazia pouco tempo que eu havia adquirido minha primeira bengala, estava no processo de adaptação e aceitação. Tentava andar de skate com a bengala, mas tinha vergonha. Neste dia, apareceu um rapaz que não tinha as pernas e andava maravilhosamente bem. Tomei coragem, falei que ele havia me inspirado muito e ele me adicionou em um grupo de mensagens onde estavam diversos skatistas com deficiência. Naquele momento meu mundo se abriu.”

Neste novo mundo de Rayan está Marcos Vinícius Nascimento (@marcos_dus_backside), de 26 anos. Portador de artrogripose e má formação congênita nos membros inferiores, ele só consegue andar com o auxílio de uma órtese. Por isso, foi preciso desenvolver uma técnica especial para garantir seu equilíbrio em cima da prancha. “Fico o tempo todo com uma das muletas e os dois pés em cima do skate, a outra eu uso para dar impulso, o que chamamos de remada. Como não tenho o movimento das pernas, tudo que eu faço no skate é movimentando o quadril, que reflete nas pernas e me possibilita fazer manobras”, explica Marcos.

As pessoas com deficiência que queiram praticar skate podem procurar a Associação Brasileira de Paraskateboard, a ABPSK, pelo site (https://www.abpsk.com.br) ou perfil no Instagram (@abpsk_oficial). A entidade ajuda os interessados na modalidade a encontrarem projetos de desenvolvimento esportivo em suas cidades. E fica a pergunta para o futuro responder: quando o skate se tornará uma modalidade paralímpica?

Rayan Charavara afirma que a prática do skate faz parte de quem ele é. Foto: Acervo pessoal Descrição: Homem jovem vestindo bermuda, tênis, camiseta e boné está sentado na guia. Embaixo se suas pernas está o skate. É noite. Ao fundo, um estacionamento com carros parados.

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Benefício assistencial à pessoa com deficiência – quem tem direito e como conseguir https://inspiracaostage.sages4it.com/beneficio-assistencial-a-pessoa-com-deficiencia-quem-tem-direito-e-como-conseguir/ https://inspiracaostage.sages4it.com/beneficio-assistencial-a-pessoa-com-deficiencia-quem-tem-direito-e-como-conseguir/#respond Fri, 22 Jul 2022 19:31:18 +0000 https://inspiracaoparalimpica.org.br/?p=1550 A previdência social paga um Benefício Assistencial a pessoas que não possuem meios de prover a própria subsistência ou de serem assistidas pela família financeiramente.

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A previdência social paga um Benefício Assistencial (ou Benefício de Prestação Continuada – BPC) a pessoas que não possuem meios de prover a própria subsistência ou de serem assistidas pela família financeiramente. Esse apoio é um benefício assistencial governamental, ou seja, o BPC é um direito dos cidadãos brasileiros que atendem aos critérios previstos na lei. Conhecer esse direito e entender os requisitos da lei são os primeiros passos para conseguir o Benefício Assistencial. Leia mais sobre o tema a seguir:

Quais os requisitos para a pessoa com deficiência conseguir o BPC?

O primeiro requisito é a comprovação da deficiência com laudo médico e por perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Como este é um benefício voltado à população em vulnerabilidade financeira, outro critério é que a renda familiar seja inferior a ¼ do salário mínimo por pessoa e que o beneficiário não receba nenhum outro benefício previdenciário.

Este benefício é destinado apenas às pessoas com deficiência que não estão inseridas no mercado de trabalho e não apresentam renda fixa.

Outro ponto importante é que não é necessário intermédio de terceiros para o requerimento do benefício, que deve ser feito no INSS mais próximo da PcD. Ou seja, a pessoa com deficiência que se enquadra nesses requisitos (ou a família que a representa legalmente) pode se dirigir ao INSS levando consigo os documentos pessoais necessários. A lista de documentos necessários é a seguinte:

  • Certidão de nascimento ou casamento;
  • Documento de identidade, carteira de trabalho ou outro documento de identificação pessoal;
  • CPF, se tiver;
  • Comprovante de residência;
  • Documento legal, no caso de procuração, guarda, tutela ou curatela.

Para pessoas que estão sob guarda, tutela ou curatela é necessário que o represente apresente uma procuração.

No momento da requisição no INSS, será necessário preencher o Formulário de Declaração da Composição e Renda Familiar. Este formulário também faz parte do processo para obtenção do benefício assistencial e é nele que as informações sobre a renda do núcleo familiar são documentadas.

O resultado do requerimento será enviado por meio de carta no endereço do requerente. Caso seja aprovado, a carta explicará como e onde o BPC poderá ser sacado. O Benefício de Prestação Continuada tem valor de um salário mínimo pago mensalmente em conta e que é sacado em um banco usando um cartão magnético.

Caso esteja apto a receber o benefício, o requerente poderá sacar o benefício 45 dias após a aprovação do requerimento.

Como iniciar a solicitação de serviço?

O BCP pode ser solicitado após a inscrição no Cadastro Único, que deve ser feito no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) mais próximo da residência do solicitante. Caso já seja cadastrado, é necessário fazer o agendamento no INSS pelo telefone 135 da Central de Atendimento da Previdência Social (ligação gratuita) ou pela internet, pelo site www.previdencia.gov.br.

O BCP é um benefício previsto em Lei e que estimula a melhoria da qualidade de vida e oportunidades às pessoas com deficiência. Existem outras disposições em Leis que também preveem direitos às pessoas com deficiência, como a Lei de Cotas para PcD’s.

Aproveite para entender mais sobre o assunto no artigo “Como conseguir um emprego em vaga PcD?“.

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